sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Centenas de vezes



A Segunda Guerra Mundial foi uma das páginas mais horríveis da história da humanidade. Os dois principais “adversários” nesta batalha, Alemanha e Japão, foram expulsos dos Jogos Olímpicos devido às mortes que provocaram. Nos Jogos de Helsinque, vários anos mais tarde (1952) estes países puderam participar novamente, apesar dos muitos votos contrários e lembranças recentes. Ainda bem que o perdão teve peso mais forte. Alguém disse uma vez que a função de Deus era perdoar, e ainda que não seja 100 % (não se pode esquecer que Deus é justo, e esta justiça se manifesta e é verdadeira), isto diz muito do Seu caráter pela simples razão que ninguém no mundo demonstrou o desejo de perdoar o homem, mais do que Deus o fez. Ninguém iria à morte por um inimigo, e, no entanto foi isto o que Deus fez por nós. Se Ele que é Deus nos perdoa, como nos negamos a perdoar os outros? Eis uma das coisas mais difíceis que podem nos pedir: perdoar a quem nos feriu. No entanto, não temos direito de guardar rancor ou negar o perdão a quem nos pede. Deus não fez isto conosco. Da mesma maneira, devemos aceitar o perdão que o outro nos estende. Isto não quer dizer que quando fizermos algo errado não sofreremos as consequências, ou que, se roubarmos ou estragarmos algo, não deveremos restituir. Todo erro tem suas consequências, e mesmo que Deus nos
perdoe, a justiça exige que soframos as consequências negativas daquilo que praticamos.
Mas esta é a grande lição de Deus: assim como não temos que recorrer a ninguém para pedir Seu perdão (Deus nos perdoa, a cada um de nós, individualmente, sem necessidade de intermediários), nós também devemos perdoar os outros. Quantas vezes? Jesus mesmo deu a resposta: tantas vezes quantas forem necessárias, centenas de vezes cada dia se preciso for.
É o tipo de perdão que Deus nos oferece, um perdão incondicional, é o mesmo perdão que nós devemos utilizar para perdoar aos outros. Há alguém a quem você ainda não perdoou?

Um comentário:

  1. Paz do Senhor Deus o abençoe por essa maravilhosa reflexão, que ele continue a lhe usar poderosamente a ministrar aos corações cansados e oprimidos. Grande abraços,
    Pr. Ivan.http://www.privan.com.br/

    ResponderExcluir